Nostálgicos, fofos e muitas vezes colecionáveis, os bag charms de pelúcia se tornaram muito mais do que um acessório para personalizar bolsas — eles viraram uma verdadeira expressão cultural. A Geração Z está obcecada por modelos específicos que viralizaram nas redes sociais, como Labubu, Monchhichi, Miffy e os personagens da Sanrio — marca japonesa responsável por ícones como a Hello Kitty, que ajudaram a construir esse universo fofo e cheio de significado afetivo.
Carregar um mascote peludo na bolsa se tornou um jeito estiloso, criativo e leve de compor o visual — e também uma forma de tornar o look mais acessível e menos intimidador. Afinal, como levar a sério a expressão do Labubu balançando no seu braço? Em tempos sóbrios e incertos, esses pequenos acessórios nos transportam — quase automaticamente — de volta à infância. É como se, ao pendurar um bag charm de pelúcia na bolsa, você ganhasse um alívio simbólico das responsabilidades adultas. A seguir, analisamos o sucesso dessa febre que deixa claro: hoje, os brinquedos mais desejados não são para crianças — são para adultos.
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por que bag charms de pelúcia se tornaram tão virais?
Os desfiles das principais semanas de moda estão completamente dominados pelos bag charms de pelúcia há algumas temporadas e as celebridades seguem amando esse acessório. Rihanna, Dua Lipa, Lisa do Blackpink e várias influenciadoras da Geração Z aparecem frequentemente com seus mascotes pendurados nas bolsas. No TikTok, não faltam vídeos de “What’s in my bag?” em que o chaveiro fofinho é o verdadeiro protagonista.

Além do apelo visual, esses acessórios tocam um ponto emocional: nos remetem a um tempo em que tudo parecia mais simples. A mistura entre pelúcia e bolsas de grife cria uma estética divertida e menos pretensiosa — quase como se o mascote suavizasse o peso do luxo. Isso torna o produto visualmente mais acessível, mesmo que, na prática, ainda esteja longe de caber no bolso de todo mundo. É sobre parecer leve, mesmo quando custa caro.
Outro fator é que o desejo por personalização nunca esteve tão em alta — em uma era em que tendências e informações surgem em uma velocidade impossível de acompanhar. Nesse cenário, manter-se diferente virou uma necessidade para afirmar identidade, num momento em que os estilos, os desejos e até os hábitos de consumo estão cada vez mais padronizados. Os bag charms de pelúcia e outros brinquedos entram justamente nesse ponto: são customizáveis, colecionáveis, afetivos e, principalmente, únicos. Mesmo quando viram tendência e ganham as ruas, o modo de combinar, escolher o personagem ou pendurar o chaveiro ainda carrega um toque pessoal.

apenas a geração Z está obcecada por brinquedos?
A Geração Z pode até ser a protagonista dessa tendência, mas não está sozinha. Com menos crianças nascendo e muitas delas preferindo videogames aos brinquedos tradicionais, as marcas do setor precisaram se adaptar. Para completar, desde 2014, a publicidade infantil na TV passou a ser restrita, forçando as empresas a repensarem suas formas de se comunicar e de vender.
A LEGO é a maior fabricante de brinquedos do mundo, e sua receita em 2023 chegou a US$ 9,7 bilhões. Hoje, os adultos são responsáveis por cerca de 1/5 das vendas — reflexo direto do investimento da marca nesse novo público. Para atender a essa demanda, a LEGO passou a desenvolver conjuntos especiais com milhares de peças e alto nível de complexidade, voltados para colecionadores, fãs de design e nostálgicos de carteirinha. Entre os temas mais populares estão franquias que marcaram a infância de gerações passadas, como Star Wars e Harry Potter.
Não se trata apenas de montar algo, é sobre reviver memórias, desacelerar e transformar o ato de brincar em uma experiência quase terapêutica. O mesmo vale para os Funko Pops, as Sonny Angels e claro, os bag charms de pelúcia pendurados nas bolsas.
a lógica do consumo afetivo e aspiracional
Quando o consumo passa a ter significado emocional, os objetos ganham novos papéis. Itens como bag charms, Sonny Angels ou personagens da Sanrio deixam de ser apenas enfeites e passam a funcionar como símbolos de estilo, afetividade, nostalgia e pertencimento.

O consumo aspiracional também entra em cena. Nem sempre o orçamento permite comprar uma bolsa de luxo — mas ter o mascote que a acompanha, sim. Não à toa, a grande trendsetter Miu Miu lançou seus próprios bag charms, que reproduzem algumas de suas roupas mais icônicas em versão miniatura. Da mesma forma, a designer Sandy Liang colaborou com a marca japonesa Monchhichi para criar uma edição personalizada do clássico macaquinho de pelúcia, com direito a scrunchie rosa, fleece xadrez e sapatinhos de cetim.
Nesse sentido, os charms para bolsa representam um tipo de luxo mais acessível: oferecem status visual, carregam valor simbólico e ainda despertam emoção. É uma forma de dizer “eu faço parte”, sem precisar gastar milhares de reais.

os favoritos do momento: uma curadoria dos bag charms mais desejados
Os personagens da Sanrio, como Hello Kitty, Kuromi e Cinnamoroll, seguem entre as pelúcias mais desejadas do momento. Outro destaque é o clássico Monchhichi — um macaquinho colecionável super fofo que atravessa gerações. Mas a febre mais quente, sem dúvida, são os Labubu, da marca chinesa Pop Mart: pequenos monstrinhos peludos com feições expressivas e poses variadas que conquistaram o TikTok e as bolsas dos fashionistas.
Se você, assim como eu, também já se rendeu — ou está prestes a se render — a essa tendência, aqui vai uma seleção com alguns dos bag charms de pelúcia mais fofos e estilosos para decorar sua bolsa:
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