Quimioterapia: quais são os desafios deste tratamento contra câncer?

Nessa quinta-feira (07/11), Preta Gil compartilhou publicamente sua experiência com a quimioterapia e os efeitos colaterais que vem enfrentando durante o tratamento. Este tratamento, apesar de sua eficácia, é conhecido por ser agressivo ao organismo devido à combinação de medicamentos fortes que também afetam células saudáveis, causando efeitos colaterais significativos. É importante compreender como a quimioterapia funciona e quais as medidas que podem ser adotadas para mitigar seus efeitos negativos.

Como a quimioterapia é administrada?

Realizada tanto em hospitais quanto em casa, como no caso de alguns pacientes, a quimioterapia pode ser adaptada às necessidades e rotinas dos indivíduos que a recebem. Embora oferecer tratamento domiciliar possa parecer desafiador, muitos pacientes relatam benefícios psicológicos e de conforto, fundamentais ao longo do processo.

A administração da quimioterapia envolve a injeção dos medicamentos, geralmente de forma venosa, que têm como alvo as células cancerosas com rápido crescimento. Esse método é crucial para impedir o avanço do câncer, mas acidentalmente afeta células saudáveis, o que explica os efeitos colaterais diversos nos pacientes. A compreensão detalhada do tratamento é essencial para que os pacientes possam gerenciar suas rotinas durante o período terapêutico.

Durante a quimioterapia, os pacientes são orientados a seguir algumas diretrizes que ajudam a reduzir os riscos de complicações. Isso pode incluir a manutenção de uma alimentação equilibrada, a observação constante de sintomas como febre e o seguimento de tratamentos alternativos que complementam a terapia tradicional, visando melhorar a qualidade de vida.

Quimioterapia: quais são os desafios deste tratamento contra câncer? | Reprodução: Freepik

Quais são os efeitos colaterais da quimioterapia?

Os efeitos colaterais da quimioterapia variam conforme o tipo de medicamento, a dosagem administrada e a resposta individual do paciente ao tratamento. Entre os mais comuns estão:

  • Febre e infecção: devido à redução dos glóbulos brancos, o corpo se torna mais vulnerável a infecções, sendo necessário buscar assistência médica imediata em caso de febre.
  • Náusea e vômitos: sintomas que podem ser gerenciados com medicamentos específicos, o que evita um desconforto maior ao paciente.
  • Queda de cabelo: um efeito conhecido que resulta do ataque a células em rápida multiplicação, como as do folículo piloso.
  • Toxicidade do sangue: a redução dos glóbulos vermelhos pode levar a anemia, resultando em cansaço, enquanto a queda de plaquetas eleva o risco de sangramentos.
  • Mucosite: caracterizada por lesões na cavidade oral, exige atenção para amenizar o desconforto e evitar infecções secundárias.
  • Inapetência e perda de peso: a perda de apetite é comum, necessitando de estratégias nutricionais para garantir uma dieta equilibrada.

Há alternativas à quimioterapia?

Embora a quimioterapia seja um dos pilares no tratamento do câncer, muitos pacientes buscam alternativas complementares para melhorar sua tolerância ao tratamento e qualidade de vida. Técnicas como acupuntura, por exemplo, têm ganhado popularidade por ajudar a aliviar sintomas como enjoo e dor.

A abordagem multidisciplinar que combina terapias tradicionais com alternativas, como práticas de meditação e yoga, pode proporcionar benefícios significativos. Além disso, o suporte emocional de profissionais de saúde mental e grupos de suporte demonstra-se crucial para o bem-estar psicológico durante o tratamento.

Por fim, é vital que o tratamento seja personalizado e adaptado às necessidades específicas de cada paciente. A colaboração contínua entre pacientes, familiares e equipes médicas contribui para um cuidado mais eficaz e humanizado.

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