Cientistas criam células animais que fazem fotossíntese

Esqueça tudo o que você achou que sabia sobre biologia: cientistas da Universidade de Tóquio conseguiram criar células animais que fazem fotossíntese. A ideia por trás dessa novidade é avançar na produção de carne cultivada em laboratório.

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Há alguns anos, a ciência flerta com a produção de carne em laboratório. A primeira fábrica foi inaugurada em Israel em 2021. Desde então, tem sido possível acompanhar as mudanças na carne cultivada em laboratório, como o ganho de gordura para ficar mais suculenta.

Mas atualmente, esse ramo já está tão avançado que existe até carne de laboratório para pets, aprovada no Reino Unido e tudo. 


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A grande questão é que existe um obstáculo no cultivo de tecido para a carne artificial, que é garantir o fornecimento de oxigênio para células densamente compactadas. E é aí que entra a utilidade desse inusitado método de fotossíntese.

Células animais fazem fotossíntese

O estudo argumenta que se parte da fotossíntese acontecesse em células animais, seria possível reduzir a quantidade de oxigênio consumida, reduzir a quantidade de açúcar ingerido e reduzir as emissões de dióxido de carbono.

Mas há um desafio a ser enfrentado: fazer com que as células animais aceitem os cloroplastos (estruturas celulares onde a fotossíntese acontece nas plantas). 

Células animais fazem fotossíntese em novo estudo (Imagem: Aoki et al, 2024/J-Stage)

O que normalmente acontece é que as células animais reconhecem os cloroplastos como invasores. Então nesse novo estudo, a equipe buscou cloroplastos que pudessem sobreviver.

Depois de encontrar cloroplastos adequados, a tarefa passou a ser evitar que as células animais rejeitassem como um material estranho. Assim, a equipe conseguiu contornar a resposta imunológica que normalmente destrói os cloroplastos.

Ao incorporar cloroplastos, as células animais podem gerar seu próprio oxigênio se expostas à luz.

Aplicações médicas

Além de ajudar possivelmente na produção de carne em laboratório, as células animais que fazem fotossíntese também podem ter um impacto positivo em aplicações médicas que levariam oxigênio a órgãos específicos, como o coração. O que nos resta é esperar por futuros estudos. O estudo está publicado na J-Stage.

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