Avaliação de Lula piora e desaprovação se descola de aprovação, diz Genial/Quaest

A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou uma deterioração em março, mostrou pesquisa Genial/Quaest, e a desaprovação se descolou da aprovação, avançando com 15 pontos percentuais de diferença.

Segundo a pesquisa, 27% dos entrevistados avaliaram o governo como “positivo” em março. Na rodada anterior, em janeiro, eram 31%. Os que consideram a gestão regular ou negativa oscilaram de 28% em janeiro para 29% em março, e de 37% para 41% respectivamente.

Já a aprovação caiu de 47% para 41%, enquanto a desaprovação subiu de 49% para 56%.

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento aponta ainda que a piora dos índices foi percebida inclusive no Nordeste, tradicional base de apoio do presidente. Também sugere que o eleitorado ainda não sentiu os efeitos das medidas recentemente tomadas pelo governo — a adoção de alíquota zero para importação de alimentos e o anúncio da isenção do Imposto de Renda para os que ganham até R$ 5 mil por mês.

Os números que comparam o governo Lula ao de Jair Bolsonaro apresentaram uma inversão em relação a janeiro.

Os 37% que avaliavam o governo Lula como pior do que o de Bolsonaro em janeiro subiram em março para 43%, enquanto agora 39% avaliam o atual governo como melhor do que o anterior, o que representa o limite do empate técnico — em janeiro, essa parcela correspondia a 42%.

É a primeira vez que numericamente a parcela que acha o governo Lula pior é maior do que a parcela que o considera melhor.

A maior parte dos entrevistados — 56% — afirmou que tomou conhecimento das tarifas zeradas de importação de alimentos no momento da pesquisa. Outros 44% disseram que já tinham conhecimento da medida.

No caso da isenção do Imposto de Renda, 53% disseram que sabiam da medida, enquanto 46% ficaram sabendo do tema enquanto eram entrevistadas para a sondagem.

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Quando o assunto é tributação de grandes rendas, 59% disseram concordar, enquanto 31% discordaram.

A percepção sobre a economia também trouxe números piores para o governo. Para 56% dos entrevistados, a economia do Brasil piorou nos últimos 12 meses — em janeiro eram 39%. Os que acreditam que ela melhorou passaram de 25% para 16% no mesmo período.

A despeito dos dados positivos sobre a criação de empregos no país, 53% avaliam que está mais difícil conseguir um emprego, contra 45% em janeiro. Os 43% em janeiro que consideravam estar mais fácil conseguir um emprego caíram para 35%.

Fora do quesito economia, a violência é citada como uma das maiores preocupações dentre os entrevistados, com 29%, seguida de questões sociais, com 23%, e da economia, com 19%. Saúde, corrupção e educação são citadas por parcelas menores.

O levantamento aponta ainda que 37% se informam sobre política pela TV, e 36% pelas redes sociais.

A pesquisa foi realizada entre 27 e 31 de março, com 2004 pessoas.

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