Casas Bahia (BHIA3): Michael Klein eleva posição acionária visando lugar no conselho

A Casas Bahia (BHIA3) informou ao mercado que o investidor Michael Klein, filho do fundador da varejista, Samuel Klein, atingiu, em 1 de abril, posição acionária de aproximadamente 10,42% na companhia.

Segundo ele, o investimento busca “viabilizar” seu envolvimento na gestão da companhia, mostra carta anexada ao comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No mesmo dia, pela manhã, a Casas Bahia já havia anunciado que Klein solicitou a convocação de uma assembleia extraordinária geral (AGE) para propor mudanças no conselho de administração.

  • VEJA MAIS: Mesmo com a Selic a 14,25% ao ano, esta carteira de 5 ações já rendeu 17,7% em 2025

A AGE servirá para deliberar a destituição de Renato Carvalho do Nascimento e Rogério Paulo Calderón Peres das cadeiras de membro do conselho. No lugar, propõe-se a eleição do próprio Michael Klein e de Luiz Carlos Nannini.

Com isso, Klein conseguiria assumir a posição de presidente do conselho de administração do Grupo.

Segundo apuração do Pipeline, do Valor Econômico, o investidor estaria travando conversas com outros investidores para somar cerca de 30% em votos.

Casas Bahia quer se proteger de ofertas hostis

A movimentação de Michael Klein veio à luz do mercado poucos dias após o Grupo Casas Bahia também se movimentar, com uma “pílula de veneno” que busca blindar varejista de ofertas hostis, com a inclusão de uma poison pill em seu estatuto social.

A proposta será submetida aos acionistas em assembleia geral no dia 30 de abril.

Com isso, qualquer investidor que alcance 20% ou mais do capital deve realizar uma oferta pública de ações (OPA) para os demais acionistas da companhia.

No comunicado, a companhia destacou que o capital disperso é algo positivo, especialmente no que tange a governança do grupo, com uma “mitigação do risco de decisões tomadas em situações de conflitos de interesses”.

A Casas Bahia defende ainda que a medida tem potencial de elevar a confiança dos investidores, além de contribuir para a sustentabilidade operacional e financeira de longo prazo.

As ações da varejista chamam a atenção pelo seu desempenho no primeiro trimestre de 2025. Em meio a um cenário macroeconômico desafiador e com cautela por parte de analistas do mercado, a companhia acumula alta superior a de 225% em 2025, até esta terça-feira (1).

Adicionar aos favoritos o Link permanente.