Embraer fecha parceria com Turkish Aerospace para ampliar produção global

A Embraer informou nesta terça-feira (1) que assinou memorando de entendimento com Turkish Aerospace para explorar uma potencial cooperação industrial entre as companhias, incluindo a possibilidade de produção de jatos E2 na Turquia, conforme comunicado à imprensa.

A fabricante brasileira de aeronaves afirmou que está buscando ativamente novos fornecedores e parceiros em todo o mundo para atender à crescente demanda pelos produtos da fabricante.

“A Turkish Aerospace pretende alavancar suas capacidades estratégicas na fabricação e montagem de estruturas metálicas e compostas, montagem final de fuselagens, componentes, voos de teste e de produção, e pintura”, disse a Embraer no comunicado, sem dar mais detalhes sobre a produção do E2.

“O acordo aborda a fase colaborativa entre a Embraer e a Turkish Aerospace para discussão de uma potencial parceria industrial abrangente envolvendo Pesquisa & Desenvolvimento (P&D)”, acrescentou.

O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse no comunicado que o memorando “marca um passo significativo para explorar soluções inovadoras e expandir a nossa presença global”.

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Foco na aviação militar

Em fevereiro deste ano, a Embraer divulgou os resultados financeiros para o ano de 2024. A empresa registrou receitas de US$ 6,4 bilhões, marcando um aumento de 21% em relação ao ano anterior.

Trata-se de um recorde para a companhia.

O lucro anual ficou em R$ 461,6 milhões. E a margem aumentou de 6,6% em 2023 para 11,1% em 2024. A empresa superou a estimativa corporativa, que previa, no máximo, 10%.

Outro destaque do balanço foi a divisão de Defesa & Segurança. Ela cresceu 39% em faturamento na comparação com 2023. As vendas do cargueiro militar C-390 ajudaram: foram entregues três dessas aeronaves em 2024, contra duas no ano passado. A margem de lucro da unidade subiu de 3% para 18%.

Para 2025, a empresa espera entregar entre 77 e 85 aeronaves na Aviação Comercial – contra as 73 de 024. Para a aviação executiva, que entregou 130 jatos no ano passado, a previsão é saltar para algo entre 145 e 155. Além disso, a empresa projeta um novo recorde em receita, variando entre US$ 7 bilhões e US$ 7,5 bilhões.

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