Em meio a quedas no preço do petróleo, Goldman Sachs rebaixa ações da Prio (PRIO3) e Brava (BRAV3)

Os analistas do Goldman Sachs estão preocupados com a perspectiva incerta para os preços do petróleo e rebaixaram as ações da Prio (PRIO3) para neutra e da Brava (BRAV3) para venda.

Dada a alta capacidade ociosa e o aumento adicional de tarifas impostas por Donald Trump, que podem prejudicar a demanda, a avaliação da equipe de commodities do banco é de que há um risco negativo no médio prazo.

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Neste cenário de baixa dos preços do petróleo, eles avaliam que os investidores devem ser mais seletivos e dão preferência por ações que possam trazer um rendimento de dividendos atrativos com risco de execução limitada, como é o caso da Petrobras (PETR3; PETR4).

Prio (PRIO3)

O rebaixamento da ação pelo Goldman leva em consideração três principais pontos que acendem um alerta para o futuro da petroleira: o cronograma do projeto na Bacia de Campos, segue incerto. Mesmo com o aval do Ibama para perfuração, a Prio ainda precisa de mais licenças e da execução das perfurações. Isso aumenta os riscos de atraso e prejudica a visibilidade do crescimento da produção no curto prazo.

Além disso, os campos de produção mais antigos da Prio começam a sentir o peso do tempo. O declínio natural da produção desses ativos levanta dúvidas sobre a duração do fluxo de caixa da empresa.

E ainda tem o preço do petróleo, o Goldman Sachs destaca a alta incerteza sobre o preço no futuro, o que pode impactar os resultados da companhia.

Porém, apesar dos desafios, o banco reconhece que a Prio tem um potencial de longo prazo, especialmente se o projeto na Bacia de Campos der certo. Além disso, a empresa continua com uma sólida capacidade de geração de caixa e seu potencial de valorização é de 19%, considerando o último fechamento. O preço-alvo é de R$ 47,60. 

Brava (BRAV3)

De acordo com o relatório do Goldman Sachs, a instituição financeira rebaixou a recomendação para as ações da Brava Energia para “venda”.

Entre os principais pontos levantados sobre a Brava está a sensibilidade ao preço do petróleo, já que a empresa é particularmente sensível a flutuações. Isso significa que, se os preços do petróleo caírem, a empresa provavelmente será mais afetada do que seus pares.

O banco considerou o perfil de fluxo de caixa livre da Brava menos atraente em comparação com outras empresas do setor, tanto para 2025 quanto para 2026. Os analistas observaram também que a Brava tem um espaço limitado para crescimento em 2026.

As estimativas do Goldman Sachs para o Ebitda da Brava em 2026 estão significativamente abaixo do consenso do LSEG. Parte dessa diferença pode ser atribuída às diferentes projeções dos preços do petróleo, mas o banco também aponta para divergências nas estimativas de produção.

Petróleo cai em reação às tarifas e Opep+ acelerando aumento de produção

Os preços do petróleo caíam mais de 6% nesta quinta-feira (3), com a Opep+ acelerando a redução dos cortes na produção de petróleo em maio, o que agravou as perdas já acentuadas após o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de novas tarifas abrangentes na véspera.

Os futuros do Brent registravam baixa de US$ 4,93, ou 6,58%, a US$ 70,02 por barril, às 10h05 (horário de Brasília). Os futuros do petróleo bruto dos EUA (WTI) caíam US$ 5,07, ou 7,07%, para US$ 66,64.

O Brent estava a caminho da pior queda percentual desde 1º de agosto de 2022, enquanto o WTI teria a pior baixa desde 11 de julho de 2022.

Ações das petroleiras caem em bloco, com Brava liderando a perdas do Ibovespa. Por volta das 11h30 (horário de Brasília), a ação caía 8,95%, a R$ 20,66.

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*Com informações da Reuters

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