Petroleiras em queda livre: Brava Energia (BRAV3) despenca mais de 10% e Petrobras (PETR3;PETR4) cai 3%

Em dia de forte aversão ao risco no Brasil e no exterior, as petroleiras também operam em forte queda. No Ibovespa (IBOV), as ações da Brava Energia (BRAV3) lideram as perdas do setor e do principal índice da bolsa brasileira com recuo de mais de 10%. 

Por volta de 11h50 (horário de Brasília), BRAV3 registrava baixa de 10,31%, a R$ 20,35. Na sequência, Prio (PRIO3) recuava 6,85%, a R$ 36,87; PetroReconcavo (RECV3) caía 6,72%, a R$ 36,91.

No caso de Petrobras, as ações ordinárias (PETR3) tinham desempenho negativo de 3,48%, a R$ 39,40, enquanto as ações preferenciais (PETR4) operavam com queda de 3,17%, a R$ 36,02. Acompanhe o Tempo Real. 

A derrocada dos papéis das petroleiras está ligada ao desempenho do petróleo no mercado internacional. O contrato mais líquido do Brent, referência mundial, para junho despenca mais de 6% nesta quinta-feira (3), em ação à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) em aumentar a produção a partir de maio e ao plano tarifário dos Estados Unidos.

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O que derruba o petróleo hoje?

Nesta quinta-feira (3), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, que são liderados pela Rússia, (Opep+) decidiu avançar com o plano de eliminar gradualmente os cortes na produção de petróleo a partir de maio — e surpreendeu o mercado.

No próximo mês, a Opep+ deve aumentar produção do óleo bruto em 411.000 barris por dia (bpd). O efeito nos preços é explicado pela relação entre oferta e demanda: quanto maior a oferta, os preços tendem a cair.

Além disso, o petróleo recua com a escalada da aversão ao risco. Antes da decisão da Opep+, os preços da commodity já registravam baixa de mais de 4% com o anúncio das tarifas de importação pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos países que são parceiros comerciais.

O impacto do plano tarifário está relacionado a uma possível guerra comercial global, que deve restringir o crescimento econômico mundial e, assim, limitar a demanda por combustível. Os EUA, por exemplo, são o maior consumidor do petróleo no mundo.

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