Foguete sem ré? Safra eleva em R$ 17 preço-alvo de mineradora que dispara 170% em um ano

Mineradoras não tem um bom desempenho na bolsa e não é de hoje. A Vale (VALE3) pouco andou, mesmo resolvendo as pendências de troca de CEO e o acordo de Mariana. Na janela dos últimos 12 meses, a ação cai 8%.

A CSN Mineração (CMIN3) tem uma performance pouco melhor, com alta de 12% no período, mas ainda distante das máximas dos tempos de bonança. O problema é que o minério de ferro ainda está estagnado, em meio a dificuldades do governo da China de alimentar o seu crescimento.

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A situação piora se levarmos em conta a guerra comercial que Donald Trump quer impor ao mundo.

Porém, uma ação deu de ombros para toda a piora da situação geopolítica. Na verdade, a companhia até lucra com a tensão mundial. Trata-se da Aura Minerals (AURA33). Nos últimos 12 meses, a mineradora subiu 173%. Os dados são do Google Finance. Veja abaixo:

A ação foi impulsionada pelo preço do ouro, que bateu recordes. Considerado um dos ativos mais seguros do mundo, o metal ultrapassou a marca de US$ 3.000 por onça-troy pela primeira vez na história. Desde outubro do ano passado, o preço disparou 73%.

Para o Safra, o fôlego não acabou e a ação pode subir mais 25%. O banco subiu o preço-alvo das BDRs de R$ 27,5 para R$ 44,5.

Segundo os analistas, apesar da recente valorização das ações, o múltiplo P/NAV (preço sobre valor patrimonial líquido) de 0,7x da Aura ainda não reflete plenamente o valor de seus ativos e está abaixo da faixa de 0,7x–0,9x para produtores de pequeno a médio porte.

“A Aura se destaca em relação à média dos concorrentes em termos de CAGR do Ebitda para 2024–27 e rendimento do fluxo de caixa livre em 2025–27″.

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Por fim, dizem os analistas, o aumento da liquidez é crucial para reduzir o desconto na avaliação.

“Acreditamos que a Aura pode estar considerando um processo de listagem nos EUA, o que parece uma escolha interessante”.

E o preço do ouro?

O Safra diz que os preços do ouro se desvincularam de indicadores tradicionais, como a demanda por joias e as taxas de juros reais dos EUA.

Em vez disso, o aumento da aversão ao risco, impulsionado por guerras tarifárias e conflitos geopolíticos, levou a um crescimento nas compras por bancos centrais, o que provavelmente alimentou a recente alta nos preços.

A equipe de análise prevê que os preços cairão dos níveis atuais de aproximadamente US$ 3.190/oz para US$ 2.850/oz até 2026, à medida que os mercados incorporem taxas de juros reais de longo prazo mais altas e uma leve redução na aversão ao risco.

“Dito isso, um retorno à média dos últimos cinco anos, de aproximadamente US$ 2.030/oz, parece improvável. Nossa estimativa anterior para o preço do ouro no longo prazo, de US$ 2.300/oz, estava desatualizada, e agora consideramos um novo preço de longo prazo de US$ 2.850/oz”.

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