VÍDEO: Helicóptero Águia é usado para transportar coração e pulmões doados para transplante


Coração, fígado, pulmões, rins e córneas foram captados pelo Hospital Regional de São José dos Campos nesta sexta-feira (4). Helicóptero Águia é usado para transportar coração e pulmões doados para transplante
Um vídeo registrado nesta sexta-feira (4) mostra o momento em que um helicóptero Águia, da Polícia Militar, inicia o transporte de um coração e dois pulmões, que foram captados no Hospital Regional de São José dos Campos.
O helicóptero decolou do hospital às 14h50, carregando os pulmões e um coração, que foram captados nesta sexta, após a morte encefálica de um jovem.
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Os demais órgãos retirados foram transportados por via terrestre. Segundo apurou a reportagem, todos eles foram levados a hospitais do Estado de São Paulo, tanto da capital, quanto do interior.
O helicóptero é usado para a doação de órgãos porque o intervalo máximo entre a retirada e a doação não pode exceder quatro horas.
O procedimento para a captação começou às 10h30. Coração, fígado, pulmões, rins e córneas foram captados de um jovem, que teve morte encefálica.
“A família (do jovem) foi muito bem acolhida pelo hospital e aceitou doar os órgãos. Uma pessoa está salvando 10 vidas. Então eu digo que é uma despedida para algumas pessoas, mas é um recomeço para outras”, afirma a enfermeira responsável pela Comissão de Doação de Órgãos do Hospital Regional de São José, Alessandra Temporim.
Essa é a primeira captação de órgãos do Hospital Regional em 2025. Nos últimos sete anos, o hospital já fez 549 captações, sendo 440 córneas, 60 rins, 29 fígados, oito pulmões, oito corações e quatro pâncreas.
“A partir do momento que temos a suspeita de morte encefálica nós comunicamos a família, respeitamos o tempo de desligar a sedação e diagnóstico do paciente. O protocolo é realizado em dois exames clínicos, teste de apneia e exame completar. São 24 horas muito intensas. É uma mistura de sentimentos. A gente sente a dor de uma família, que está em luto pela perde de um ente querido, mas ao mesmo tempo temos a sensação de conseguir ajudar outra família”, explica Cláudio Oliveira, médica do hospital.
Hospital Regional de São José dos Campos
Divulgação/Hospital Regional de São José dos Campos
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