O Bilionário Controverso e Mais Qualificado da Gestão Trump

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Se o secretário de Defesa, Pete Hegseth, quiser enviar planos de guerra por mensagem de celular, talvez seja bom consultar Steve Feinberg. Isso porque o bilionário investidor, recém-empossado como vice-secretário de Defesa de Hegseth, investiu milhões de dólares em uma empresa chamada Privoro. Esta companhia tem trabalhado com os militares no desenvolvimento de capinhas de celular capazes de bloquear hackers — e permitem que autoridades levem seus aparelhos para áreas sensíveis.

A Privoro é apenas um dos muitos investimentos no setor de defesa que Feinberg fez na iniciativa privada, o que lhe dá conhecimento sobre praticamente todos os assuntos mais delicados da guerra moderna: drones, satélites, mísseis hipersônicos e inteligência artificial. Discreto e patriota, Feinberg apostou nessas empresas tanto por meio de sua gestora de Wall Street, a Cerberus Capital Management, quanto com dinheiro do próprio bolso. Ele também se cercou de ex-integrantes do governo, incluindo o vice-presidente de George H. W. Bush e o diretor interino da CIA (Central Intelligence Agency ou Agência Central de Inteligência dos EUA) no governo Barack Obama.

Tudo isso faz do vice-secretário de Defesa uma espécie de exceção dentro da atual administração. O presidente, que associa riqueza à inteligência, lotou os cargos mais altos do governo com bilionários, mas nenhum deles é tão qualificado para o posto quanto Feinberg. A executiva da luta livre Linda McMahon comanda o departamento de educação. O incorporador imobiliário Steve Witkoff cuida da diplomacia. O cofundador da Tesla, Elon Musk, se ocupa em caçar fraudes. Já Feinberg, encarregado de tocar o dia a dia do departamento de defesa, enquanto Hegseth atua como o rosto da operação, está completamente focado em uma área que ele domina como poucos.

Promissor, mas com ressalvas

“Vimos uma demonstração de competência, inteligência e capacidade extraordinárias”, disse Roger Wicker, presidente republicano do Comitê de Serviços Armados do Senado, ao final da sabatina de confirmação de Feinberg — ocasião em que até os democratas fizeram elogios. “Acho que você tem um conjunto de habilidades meio não tradicionais para trazer a esta nomeação”, comentou Tim Kaine, ex-companheiro de chapa de Hillary Clinton. “Algumas habilidades não tradicionais são meio necessárias neste momento.”

No entanto, além da sua experiência, Feinberg também traz um arsenal de possíveis conflitos de interesse. Em geral, autoridades vendem seus ativos ao assumirem cargos públicos. O vice-secretário, por outro lado, sugeriu que entregaria os seus a herdeiros e instituições de caridade. Isso porque muitos de seus investimentos em defesa já estavam em um fundo familiar — e que ele já havia feito doações para várias causas. Aparentemente, sua forma de se desfazer dos ativos é mais uma continuação de seu planejamento sucessório do que um rompimento real com seus negócios privados.

Ainda assim, foi separação suficiente para permitir que Feinberg, pai de três filhas, contornasse as leis federais de ética. A legislação criminal sobre conflitos de interesse se aplica aos bens de filhos menores de idade, mas isenta os investimentos de herdeiros com mais de 18 anos. Quase nenhum dos senadores que questionaram Feinberg, durante a sabatina, demonstrou preocupação com essas questões éticas.

De sua parte, o bilionário não deixa dúvidas de que sua trajetória no setor privado vai influenciar seu trabalho no governo. “Feinberg traz décadas de experiência na iniciativa privada e uma visão estratégica que precisamos para tornar o Departamento de Defesa mais eficiente e letal”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Eric Pahon, em comunicado, sem responder a uma lista de perguntas específicas. “Feinberg continua a seguir todas as obrigações éticas para garantir que suas ações sirvam apenas aos interesses do Departamento de Defesa e da segurança nacional dos EUA.”

Se conseguir cumprir essa promessa — e manter os investimentos das filhas fora de suas decisões —, Feinberg pode ser exatamente o tipo de líder de que o país precisa agora: alguém sério em meio ao caos. “Não temos uma boa responsabilização financeira, nem métricas financeiras sólidas, os sistemas são ruins — há muita coisa básica que pode ser feita”, disse ele, com voz calma, sobre o orçamento da defesa, que gira em torno de US$ 850 bilhões (R$ 4,88 trilhões). “Isso está totalmente dentro da minha área de atuação.”

Intenso e em seu mundo

Feinberg sempre foi uma figura difícil de decifrar. No fim da década de 1970, saiu de uma casa modesta em Spring Valley, Nova York, e foi para o campus da Universidade de Princeton, onde entrou para o time de tênis e o programa de treinamento militar “Reserve Officers’ Training Corps” (R.O.T.C.), que oferece bolsas de estudo em troca de serviço militar. Amigos daquela época costumam descrevê-lo com uma única palavra: “intenso”.

Em um campus famoso por seus clubes seletivos de alimentação, ele escolheu entrar em um conhecido por aceitar praticamente qualquer pessoa. “Ele era meio que um ponto fora da curva em Princeton”, diz um ex-colega de classe. “Quando ele cruzava o campus, sabe, parecia estar no próprio mundo dele. Como eu costumo dizer, nunca o vi em um contexto social. Ele era meio que uma força por conta própria.”

Feinberg estudou ciência política e, desde cedo, demonstrava uma inclinação por pensar na contramão. Para concluir sua monografia de fim de curso — que discutia se a prostituição e as drogas deveriam ser legalizadas — ele dispensou os livros e tirou suas próprias conclusões nas ruas de Nova York, onde entrevistou policiais, prostitutas e cafetões. Para testar como prostitutas escapavam da vigilância policial, Feinberg entrou em uma casa de massagens próxima à Times Square com uma pistola de água no bolso — e fez anotações ao notar que a recepcionista roçou nele e subiu as escadas, “provavelmente para avisar o chefe”, escreveu.

A conclusão da monografia: prostituição e substâncias ilícitas, que Feinberg dizia o repelirem pessoalmente, eram impossíveis de serem controladas e, por isso, deveriam ser legalizadas. Ele sugeriu que o governo americano importasse drogas e as distribuísse em farmácias, onde os usuários poderiam comprá-las com receita médica.

Bert Kelley se lembra de ter trabalhado com Feinberg em um projeto diferente, que tentava entender se pessoas mais dispostas a assumir riscos em suas vidas pessoais também eram mais propensas a apoiar o envio de tropas americanas para a guerra. Kelley recorda Feinberg como “muito dedicado”, mesmo lidando com desafios pessoais, incluindo uma mãe doente. Não está claro exatamente quando a mãe de Feinberg faleceu, mas uma anotação no anuário de sua turma sugere que ela não chegou a vê-lo se formar. “Devo tudo à minha mãe, que descanse em paz”, ele escreveu. “Boa sorte ao Jon, Stuart, Alter, Zot, Dave, Meister e meus poucos amigos de verdade.”

Aqueles que conheceram Feinberg naquela época se sentem encorajados ao vê-lo no cargo que ocupa hoje. “Ele não é o que os liberais reativos gostariam de imaginar que todo indicado pelo governo Trump seja”, diz Kelley. “ele é qualificado, competente, engajado.” Kevin Doherty, que também conheceu Feinberg em Princeton, acrescenta: “ele será o adulto na sala.”

O abutre

Feinberg começou sua carreira em Wall Street e logo cruzou o caminho de alguns dos financistas mais sofisticados — e controversos — dos Estados Unidos. Iniciou no banco Drexel Burnham Lambert, atuando como operador na firma que, mais tarde, entrou em colapso em meio a um escândalo de fraude. O ocorrido levou o bilionário Michael Milken à prisão. O vice-secretário de Defesa saiu antes da queda e foi para a Gruntal and Company, onde chegou a trabalhar ao lado de Steven Cohen, cujo fundo futuro se declarou culpado por uso de informação privilegiada — o que custou a Cohen US$ 1,8 bilhão (R$ 10,35 bilhões).

Distante desses problemas, Feinberg consolidou sua reputação como um investidor especializado em ativos problemáticos — ou, de maneira menos gentil, um abutre —, que sabia encontrar valor nos restos de empresas em decadência. Ele deixou a Gruntal em 1992 e fundou a Cerberus, batizada em homenagem ao cão de três cabeças que guarda os portões do inferno. Às vezes, as situações se tornavam intensas. No fim dos anos 1990, por exemplo, o vice-secretário de Defesa fazia parte do conselho de uma empresa de saúde, ao mesmo tempo em que detinha parte da dívida da companhia.

Após as negociações entre os diretores e os credores sobre uma reestruturação, um advogado ligado ao conselho afirmou que Feinberg se retirou das discussões. Ainda assim, os acionistas reclamaram quando o CEO, que Feinberg havia recrutado, conduziu a empresa à falência, o que levantou suspeitas de que os credores estavam tentando tomar o controle da companhia de maneira indevida. Um tribunal de falências decidiu a favor de Feinberg.

À medida que sua notoriedade crescia, Feinberg se esforçava para continuar fora dos holofotes. Durante anos, manteve uma casa relativamente modesta em Stamford, Connecticut, cercada por árvores e quase sem vizinhos. Mais tarde, comprou uma townhouse — um tipo de imóvel que mistura os conceitos de casa e apartamento — em Manhattan. Ainda assim, um vizinho afirmou que ele também se mantinha discreto ali. “Tentamos nos esconder religiosamente”, Feinberg teria dito certa vez a um grupo de investidores. “Se alguém da Cerberus tiver sua foto publicada no jornal junto com a imagem do apartamento, nós faremos mais do que demitir essa pessoa. Nós vamos matá-la.”

Controvérsias

A fama, no entanto, traz algumas vantagens. Em 1999, Feinberg contratou o ex-vice-presidente Dan Quayle, que tinha pouca experiência no mundo dos negócios, tendo se tornado deputado aos 29 anos, senador aos 33 e vice-presidente de George H. W. Bush aos 41. Mas Quayle tinha um nome conhecido e familiaridade com os holofotes — duas ferramentas úteis na hora de captar recursos. Os ativos sob gestão da Cerberus saltaram de US$ 7 bilhões (R$ 40,25 bilhões) em 2001 para US$ 16,5 bilhões (R$ 94,87 bilhões) no início de 2006. Naquele mesmo ano, Feinberg também trouxe John Snow, ex-secretário do Tesouro de George W. Bush. Em 2007, os ativos sob gestão chegaram a US$ 26 bilhões (R$ 149,5 bilhões).

Todo esse dinheiro foi direcionado para uma carteira diversificada, que incluía imóveis na Alemanha, bancos no Japão e empresas de alimentos nos Estados Unidos. O vice-secretário da Defesa adquiriu algumas marcas conhecidas pelo caminho, como Alamo Rent A Car, Yellow Pages e Fila, seguindo uma cartilha bastante comum no setor de private equity: separar divisões escondidas dentro de grandes corporações, consolidar concorrentes fragmentados e revitalizar empresas desgastadas.

A Cerberus também investiu em empréstimos de alto risco, chegando a deter parte da dívida da Trump Tower em Chicago e, em outra ocasião, oferecendo um resgate à madeireira da bilionária Maggie Hardy. “Eles foram as pessoas mais inteligentes com quem já lidei, até hoje”, disse Hardy à Forbes. Feinberg também impressionava outros investidores especializados em ativos problemáticos. “A firma dele cresceu e sobreviveu a inúmeros choques”, afirma David Storper, fundador da 5P Capital Management. “Se eu tivesse uma lista de fundos nos quais colocaria meu dinheiro, eles certamente estariam nela.”

Mas isso não significa que tudo correu bem. Em 2006 e 2007, a Cerberus liderou um consórcio de investidores que adquiriu 51% do GMAC, braço financeiro da General Motors, e depois comprou 80% da Chrysler — que antes pertencia à Mercedes-Benz. “Ele está fazendo isso pelo país”, disse um executivo da Chrysler à Forbes em 2007. “Ele vê isso como uma forma de retribuir.” No entanto, quem acabou socorrendo as montadoras foram os Estados Unidos, com os dois resgates durante a Grande Recessão. Outro investimento que gerou controvérsia: o fabricante da arma usada no massacre da escola Sandy Hook, em Connecticut, que matou 20 crianças.

Acesso a informações

Feinberg teve uma nova oportunidade de servir ao país em 2018, quando Donald Trump o escolheu para liderar o Conselho Consultivo de Inteligência. O cargo não trazia poder real — e, por isso, permitia que Feinberg continuasse à frente dos negócios —, mas oferecia acesso a uma enorme quantidade de informações. Ele recebeu mais de 3 mil relatórios, com acesso profundo às agências de inteligência, FBI e aos departamentos de Defesa, Segurança Interna, Comércio e Tesouro. “Foi um trabalho incrivelmente educativo — muito assustador”, explicou durante sua audiência de confirmação. “Como contratante do Departamento de Defesa e da inteligência, já lidamos com muitos contratos sigilosos, mas isso era muito mais amplo. De certa forma, foi a educação mais abrangente que se pode ter.”

Essas informações acabaram guiando novos investimentos, especialmente em empresas que pudessem ajudar os Estados Unidos a competir com a China. Feinberg comprou participação na Stratolaunch, uma empresa espacial fundada por Paul Allen, cofundador da Microsoft, com a missão de “proteger a Terra para as gerações futuras”. A empresa mudou seu foco para hipersônicos — tecnologia emergente que permite o lançamento de mísseis em altíssima velocidade. Em 2018, a Cerberus também adquiriu a única grande empresa dos EUA especializada em cabos submarinos de fibra ótica, responsáveis por transmitir os dados do mundo inteiro — uma infraestrutura essencial na era digital e teoricamente vulnerável à espionagem e ao sabotagem. A empresa, chamada SubCom, se tornou uma das maiores participações de Feinberg.

Herói improvável

Durante o primeiro governo Trump, líderes dos EUA ficaram preocupados com um antigo estaleiro naval nas Filipinas que havia entrado em falência. Duas empresas chinesas tentaram comprar a propriedade, mas Feinberg entrou em cena. Com a ajuda de autoridades do governo, ele usou a Cerberus para assumir o controle do estaleiro e o transformou em uma base operacional para sua empresa de cabos submarinos. As forças armadas dos EUA e das Filipinas agora também mantêm presença no local.

“Se Steve e sua equipe não tivessem se mobilizado para resolver o problema, o Partido Comunista Chinês provavelmente teria hoje em mãos uma infraestrutura estratégica vital no Mar do Sul da China”, explicou o senador Bill Hagerty, que trabalhou com Feinberg nesse investimento enquanto atuava como embaixador no Japão, durante a apresentação do vice-secretário da Defesa em sua audiência de confirmação. “As ameaças à segurança dos Estados Unidos e de nossos parceiros seriam enormes.”

Além de investir pela Cerberus, Feinberg também passou a fazer negócios paralelos por meio de uma empresa chamada Tracker Capital, que tinha como conselheiro Michael Morell, ex-diretor interino da CIA no governo Obama. Relatórios de divulgação financeira indicam que os recursos para esses investimentos vieram de um fundo fiduciário familiar. Em 2021, o vice-secretário da Defesa investiu na Accion Systems, uma empresa derivada do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que desenvolve sistemas de propulsão no espaço para satélites. “Um dos maiores e mais caros desafios da indústria espacial”, afirmou Morell, em comunicado. Outro investimento paralelo: a Privoro, fabricante de capas de celular com foco em segurança.

À medida que Feinberg ganhava mais acesso à comunidade de inteligência, também acumulava mais recursos em sua gestora. Os ativos sob gestão da Cerberus saltaram de um estimado de US$ 30 bilhões (R$ 172,5 bilhões), no início de 2017, para US$ 60 bilhões (R$ 345 bilhões) em 2022, chegando aos atuais US$ 70 bilhões (R$ 402,5 bilhões) — o que elevou o patrimônio pessoal do vice-secretário da Defesa para cerca de US$ 5 bilhões (R$ 28,7 bilhões). Com tanto dinheiro acumulado e pouco a provar no setor privado, ele começou a contemplar uma nova missão.

Departamento valioso

Os contribuintes dos EUA destinam mais verbas discricionárias à defesa do que a qualquer outro departamento do governo. Uma das primeiras tarefas de Feinberg é descobrir para onde vai todo esse dinheiro. “Vamos montar uma sala de guerra”, disse ele durante sua audiência de confirmação. “Vamos revisar cada programa, cada custo, linha por linha, com um exército de pessoas, até terminar, 24 horas por dia, 7 dias por semana.”

Com os números organizados, ele fará o que sempre fez: reestruturar. Membros do governo Trump, que defendem cortes de custos, já prometeram retirar US$ 50 bilhões (R$ 287,5 bilhões) do orçamento de aproximadamente US$ 850 bilhões (R$ 4,8 trilhões) do Departamento de Defesa, para então realocar esses recursos a outras prioridades. Para saber onde Feinberg deve aplicar os fundos, basta olhar para onde ele investiu os próprios. “De longe, nossa maior e mais desafiadora ameaça é a China”, disse o homem cuja empresa comprou ativos de estaleiros no Mar do Sul chinês. “A China é a primeira nação com a qual competimos que tem tanto uma grande economia quanto um grande poder militar.”

Quais sistemas de armas merecem atenção especial? “Hipersônicos”, afirmou Feinberg em sua audiência. “Um problema enorme. Temos pouco investimento. É essencial para nossa segurança nacional.” É difícil discordar — em uma guerra nuclear, pode vencer quem conseguir lançar ogivas primeiro, por exemplo. Mas o vice-secretário da Defesa tem outros interesses também. “Vamos precisar de grandes quantidades de drones”, disse ele, sem mencionar que uma de suas empresas trabalha na criação de exércitos de veículos não tripulados para o campo de batalha.

Esses drones precisam agir com um “cérebro central”, acrescentou, o que pode explicar a razão pela qual ele investiu em uma empresa de inteligência artificial, voltada para veículos autônomos. “Se não conseguirmos isso”, alertou Feinberg, “nossa segurança nacional estará em risco.”

Para enfrentar esses desafios, Feinberg quer reformular todo o processo de contratação do governo. Ele acredita que o Departamento de Defesa depende de poucos mega contratantes — especialistas em montar propostas, mas nem sempre em desenvolver tecnologias. Seu plano é trazer outras empresas para o jogo, como montadoras de automóveis (soa familiar?) e startups do setor de defesa.

Parte da estratégia é se aprofundar na cadeia de suprimentos, trabalhando mais diretamente com subcontratadas para incentivar empreendedores. “Como contratante, eu caía no ‘vale da morte’ o tempo todo — tecnologia melhor, mas nenhuma grande empresa interessada em usá-la”, relatou. “O Departamento de Defesa pode intervir nisso até certo ponto. Não em tudo, mas há muita oportunidade para estimular a inovação e as capacidades das empresas menores. E temos que fazer isso.”

Esse não é o tipo de trabalho que Feinberg pretende delegar a algum subordinado. “Minha visão é que o vice tem que revisar programa por programa, linha por linha e não passar para outra pessoa.” Só que é aí que está o cerne do dilema. Steve Feinberg pode ser exatamente quem os Estados Unidos precisam para reinventar o Departamento de Defesa. Ele também pode direcionar somas gigantescas de dinheiro para seus herdeiros. Mas, após anos de insensibilidade às questões éticas, os Estados Unidos talvez estejam perfeitamente confortáveis com essa troca.

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