Oportunidade ou proteção: Como o investidor deve se comportar?

O mercado financeiro brasileiro atravessa um momento de incertezas e mudanças rápidas, o que exige do investidor uma abordagem estratégica. Durante uma entrevista recente a BM&C News, Walter Maciel, CEO da AZ Quest, avaliou que o cenário atual, destacando os desafios e as oportunidades que podem surgir em meio a um panorama fiscal pressionado e um ambiente político complexo.

O impacto do ajuste fiscal no mercado brasileiro e para o investidor

A recuperação econômica do Brasil depende, em grande parte, de um ajuste fiscal robusto. Maciel ressaltou que “se o governo implementar medidas fiscais críveis, o real poderá valorizar significativamente”. A visão otimista inclui a possibilidade de redução das taxas de juros para níveis de um dígito já no próximo ano, o que, segundo ele, pode impulsionar o crescimento econômico e fortalecer a popularidade do governo.

Apesar disso, o cenário fiscal atual é motivo de decepção para o mercado, que esperava avanços mais rápidos. A falta de gatilhos concretos para a recuperação da bolsa de valores em curto prazo reforça a cautela entre os investidores.

Outro ponto levantado foi a avaliação da bolsa brasileira como “muito barata”, com o menor índice de relação preço/lucro desde 2002. No entanto, a questão central é identificar o que poderia impulsionar uma reversão no mercado. Segundo o especialista, “sem um gatilho claro, a recuperação significativa só deve ocorrer com a perspectiva de alternância de poder em 2026”.

Empresas resilientes como alternativa segura

Diante das incertezas, o foco recai sobre empresas com fluxo de caixa consistente e menos expostas à volatilidade. Exemplos como Embraer, Sabesp e Prio foram citados como oportunidades devido às suas características de resiliência. “São negócios bem posicionados para enfrentar o cenário atual e aproveitar eventuais ganhos de eficiência”, destacou Maciel.

Setores como o varejo, no entanto, continuam sob forte pressão, especialmente com a projeção de juros futuros elevados, que limitam as perspectivas de recuperação a curto prazo.

A importância de ativos High Grade e o papel do CDI+

Para proteção de portfólio, os especialistas recomendam ativos High Grade, como ações de bancos e empresas de infraestrutura. “Itaú, Iguatemi e Ecorodovias são exemplos de papéis que oferecem retorno robusto e segurança em tempos de incerteza”, afirmou o CEO da AZ Quest.

Além disso, fundos alternativos atrelados ao CDI+ foram destacados como uma escolha mais segura em comparação aos indexados ao IPCA, devido às condições atuais de mercado.

Em suma, para Maciel, o foco dos investidores deve ser atravessar o ano de 2025 com estratégias bem definidas, priorizando resiliência e proteção. Com as eleições de 2026, há uma expectativa de ambiente mais construtivo e promissor, o que pode abrir novas oportunidades para investidores que mantiverem um portfólio sólido até lá.

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