Jornalista americano recebe informações sigilosas sobre a ação militar contra os houthis


Jeffrey Goldberg foi incluído por engano em um grupo de mensagens do governo Trump. Uma autoridade dos Estados Unidos incluiu um jornalista, por engano, em um grupo de mensagens do alto escalão do governo, e a conversa era sobre planos secretos de guerra.
O jornalista Jeffrey Goldberg, editor-chefe da revista “The Atlantic”, revelou a história nesta segunda-feira (24). A Casa Branca confirmou o episódio.
No dia 11 de março, sem nenhuma explicação, Goldberg foi convidado a participar do grupo pelo assessor de segurança nacional da Casa Branca, Mike Waltz. Os outros participantes eram autoridades como o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio.
Jornalista americano recebe informações sigilosas sobre a ação militar contra os houthis
Jornal Nacional/ Reprodução
No dia 15 de março, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, postou no grupo planos detalhados da ofensiva americana contra os rebeldes houthis no Iêmen, que aconteceu duas horas depois. A postagem, segundo o jornalista, continha detalhes operacionais do ataque, incluindo informações sobre alvos, as armas usadas e a sequência dos bombardeios.
A revista divulgou um print da conversa, com comentários no grupo sobre o sucesso do ataque: “Excelente”, escreveu o vice-presidente. “Um bom começo”, disse o diretor da CIA. O assessor de segurança nacional postou emojis. “Bom trabalho, Pete e equipe”, comentou o secretário de Estado. Segundo o governo americano, o ataque matou chefes dos rebeldes iemenitas, apoiados pelo Irã.
Donald Trump
Jornal Nacional/ Reprodução
De acordo com o jornal “The New York Times”, esse episódio configura “uma falha extraordinária da segurança nacional. Não só por um jornalista ter sido incluído, mas pela troca de mensagens ocorrer fora dos canais seguros do governo normalmente usados para operações militares”.
Em resposta a um jornalista nesta segunda-feira (24), na Casa Branca, o presidente Trump disse que não sabia de nada e que não é fã da revista “The Atlantic”.
“Para mim, é uma revista que está prestes a fechar”, disse Donald Trump.
Trump se mostrou surpreso:
“Estou sabendo disso pela primeira vez”, disse.
O líder da oposição no Senado, senador Chuck Schumer, chamou o episódio de “espantoso e alarmante”, lembrou que o aplicativo em questão não é aprovado para mensagens sobre operações militares e pediu uma investigação pelo Congresso americano, e completou:
“A segurança nacional está em risco”.
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