PCERJ indicia PM da reserva que atirou em estudante e mototaxista

Igor Melo comemorou os indiciamentos nas redes sociaisReprodução/redes sociais

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) indiciou o policial militar aposentado Carlos Alberto de Jesus, de 61 anos, por tentativa de homicídio contra o estudante universitário Igor Melo de Carvalho e o motorista de aplicativo Thiago Marques Gonçalves. O PM vai responder por tentativa de homicídio duplamente qualificado.

A esposa do militar da reserva, Josilene da Silva Souza, foi indiciada por falso testemunho majorado, por ter apontado Igor e Thiago como autores de roubo do seu celular. A 22ª DP (Penha) pediu a prisão dos dois.

Reação das vítimas

Igor publicou nas redes sociais um vídeo comemorando a decisão e fez um desabafo. “A Polícia Civil indiciou o ‘cara’ que tentou me matar e pediu a prisão dele, também. Mais uma vitória em Cristo, a justiça vai ser feita, graças às orações de vocês. Vitória, vamos celebrar a vida”, comemorou o estudante de jornalismo. 

“Tentaram tirar a minha vida, apagar a minha história e manchar a minha imagem. Mas graças a Deus, lutei pela minha vida, sobrevivi e estou aqui vendo a justiça sendo feita”, completou. 

Em outro vídeo, Igor comenta o alívio sentido com a notícia. “Sensação de justiça, sensação de leveza, sensação de alívio, de poder botar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilo, sem temer pela sua segurança, pela sua vida, pela vida dos meus familiares, e alegria de ver que a justiça está começando a ser feita”, disse.

Thiago, o mototaxista de aplicativo, chegou a ser preso em flagrante por roubo e apenas no dia seguinte teve sua liberdade determinada pela Justiça do Rio, além do arquivamento das acusações.

Em suas redes sociais, o jovem contou que comemorou o indiciamento e que as prisões de Carlos Alberto e Josilene estavam sendo muito aguardadas. “A gente está muito feliz, comemorando, até. Era o que a gente mais queria, era o que faltava. Não vejo a hora de poder comemorar isso. Acho que a gente hoje vai conseguir botar a cabeça no travesseiro e descansar com uma certa tranquilidade, uma certa paz”, declarou Thiago.

Relembre o caso

Thiago logo após deixar o presídio, no dia seguinte à perseguiçãoReprodução

Na noite de 23 de fevereiro, Igor deixou a casa de samba onde trabalhava como garçom, na Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, com Thiago, mototaxista que ele havia solicitado por aplicativo. No caminho para casa, eles foram perseguidos e baleados por Carlos Alberto, após Josilene os apontar como autores de um assalto que ela tinha acabado de sofrer.

A dupla chegou a ficar presa sob custódia no hospital e na delegacia. Igor passou por cirurgia e acabou perdendo o rim direito. Ele ficou internado por uma semana no Hospital Estadual Getúlio Vargas.

As investigações da Polícia Civil, no entanto, apontaram que o policial militar “atentou contra a vida de Igor e Thiago, colocando em perigo também a vida de outras pessoas, já que atirou em via pública” e impossibilitou a defesa dos dois. Além disso, a mulher indiciada mentiu em depoimento, ao dizer que o influenciador estava armado.

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